quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Avaliação planejada, aprendizagem consentida: é ensinando que se avalia, é a avaliando que se ensina – Ivo José Both

Editora: InterSaberes
ISBN: 978-85-5972-570-4
Opinião: ★★★☆☆
Páginas: 216
Sinopse: Atualmente, tem-se falado muito em “avaliação”, tema que desperta inúmeras opiniões entre alunos, pais, especialistas e educadores. Isso porque, enquanto no passado a escola considerada “de boa qualidade” era aquela que reprovava mais, hoje a escola adequada é aquela que repensou esse modelo educacional e passou a focar seu trabalho no desenvolvimento cognitivo do aluno. Este é um livro que visa à promoção da aprendizagem escolar e destaca a necessidade de o professor estar preparado para avaliar os alunos, de acordo com a particularidade de cada um deles. Nesta obra, o autor comenta importantes opiniões existentes sobre avaliação e ensino no Brasil, além de propor o emprego de variados instrumentos avaliativos que podem contribuir com o processo de ensino-aprendizagem e com o domínio de conteúdos aplicados em sala de aula. Voltada a todos os educadores interessados em aperfeiçoar sua prática, esta publicação, dinâmica e inovadora, faz repensar o verdadeiro papel da avaliação escolar.



“Ainda sobre o papel da avaliação, Saraiva (Avaliação: uma abordagem ampla, 2005) explica que “avaliar a aprendizagem do aluno significa, concomitantemente, avaliar o ensino oferecido [...] [assim,] se não houver a aprendizagem esperada, estamos diante de uma certeza — o ensino não cumpriu sua finalidade — a de fazer aprender”. É possível perceber, assim, a responsabilidade do professor.
Nessa mesma linha de entendimento do papel da avaliação; a autora lança um olhar sobre o tema que se estende à função do sistema de ensino oficial nessa questão Para Saraiva (2005),
um sistema de ensino comprometido com o desenvolvimento das competências e habilidades dos alunos encontra na avaliação, não um instrumento para aprovar ou reprovar e, sim, uma referência à análise de seus propósitos, permitindo-lhes buscar cantinhos para que os alunos sejam bem-sucedidos na travessia da passarela da aprendizagem.
Além da autora citada anteriormente, destacamos ainda Both (Ensinar e avaliar são de domínio público, 2005), para quem toda incitativa de aprendizagem, tendo como ator coadjuvante a avaliação, somente se justifica em função de um bem maior: a educação. Para Both (2005, p. 59),
ensino, avaliação e aprendizagem não se justificam plenamente por si sós, mas sempre em função de um bem acadêmico maior, o da educação. E para uma compreensão melhor do que seja educação, tem ela sua origem no verbo educar, que, por sua vez, provém do verbo latino educere, que significa trazer para fora, fazer desabrochar. E desabrochar quer dizer mostrar-se para a vida de forma real, revelar-se para o externo, desvelar potencialidades como desdobramentos da educação. (...)
De acordo com Both (Mais do que avaliar por competências cabe valorizar a capacidade criadora e empreendedora, 2001)
as exigências educacionais da sociedade como todo são inúmeras e diversificadas, segundo as diferentes realidades que são requeridas. No entanto, de forma universal, os níveis escolares, dentro de suas características, procuram aguardar da formação de seus estudantes aspectos como:
- consciência e compromisso com os problemas sociais de seu tempo e meio;
- capacidade para enfrentar o mundo do trabalho;
- estarem preparados para o ingresso em níveis subsequentes do ensino;
- estarem informados para o exercício participativo e responsável da cidadania;
- competência, capacidade e habilidade na implementação de ensino com investigação nos níveis escolares que lhes competem.
É imprescindível que você tenha sempre concepções bastante claras sobre a avaliação e o papel a ser por ela cumprido no contexto de ensino-aprendizagem. Não permita que o objetivo principal da avaliação seja apenas identificar o quanto o aluno sabe e com que profundidade apreendeu os conteúdos; em vez disso, assegure que ela possibilite verificar quais foram os caminhos que o levaram a esse conhecimento.”


O trinômio permite ao aluno reconhecer seu papel, tanto na família quanto na sociedade, como ser cooperador, criativo, participativo e corresponsável pela gradual elevação da qualidade de vida. E os educadores não podem nos furtar de dar essa oportunidade a ele.
Assim, por certo, deve o ato de avaliar ser encarado sob quatro prismas intercomplementares:
1. processo de justiça para com o aluno;
2. ato de responsabilidade ante o desempenho do aluno;
3. diagnóstico da realidade, com estabelecimento de juízo de valor com base em dados significativos;
4. tomada de decisão para a solução de situações-problema.
Dessa maneira, é preciso entender a avaliação como um processo que consiste em fazer um julgamento comparativo entre o desempenho demonstrado e o resultado pretendido. Vista como processo, ela sempre faz prevalecer a qualidade do desempenho sobre a quantidade de atividades realizadas pelo aluno ou por profissional de qualquer área.
Desse modo, sempre cabe dar maior ênfase ao processo do que ao produto resultante da combinação ensino-aprendizagem. Por outro lado, também compete ao professor ter em maior consideração a valorização das possibilidades e das potencialidades do aluno do que suas eventuais limitações.”


“É mais interessante descobrir novos mares por onde navegar do que velhos portos onde ancorar.”


Enquanto a avaliação se constitui em processo dinâmico, construtivo e de acompanhamento crescente do aluno ao longo de todo o percurso pedagógico, a verificação é um ato estático, de constatação, de medida, de aferição, não favorecendo a necessária visão do educando como um ser que precisa desenvolver-se em sua globalidade.
Perceba que essa condição de antagonismo entre avaliação e verificação não se estabelece de forma irremediável, radical, mas do ponto de vista conceitual e de aplicação. Nesse contexto, a avaliação consegue cobrir todas as necessidades avaliativas processual ou formativamente, já a verificação apenas fornece dados quantitativos para a tomada de decisão.
Vistas individualmente, avaliação e verificação sugerem cabal antagonismo. No entanto, podemos notar que, juntas, elas podem atuar colaborativamente. Enquanto a avaliação se preocupa pontualmente com a melhoria de desempenho do estudante ou de um profissional, a verificação fornece dados estatísticos como suporte à tomada de decisão pela avaliação.”


“Para Penna Firme (Avaliação: resposta, responsabilidade, integração, 1988, p. 137), “avaliar é um momento inevitável de qualquer atividade humana [...] [e, ainda,] se a falta de avaliação é grave, igualmente prejudicial é a sua inadequação”. Realmente, sem avaliação não há aprendizagem condizente, assim como avaliar inadequadamente pode propiciar desequilíbrio qualitativo entre ensino e aprendizagem. (...)
Tyler (The Objective and Plans for a National Assessment of Educational Progress, 1966, p. 1-4) entende avaliação como “verificação dos objetivos”. Certamente, verificação, no presente contexto, assume o sentido de avaliação como forma dinâmica e construtiva de acompanhamento global do aluno.”


“- O bom professor certamente não é aquele que muito reprova ou aprova a todos;
- O educador do futuro é aquele que toma todas as medidas para que a aprendizagem aconteça para todos;
- O bom professor é aquele que sabe desviar-se da cultura da reprovação;
- O educador do futuro é aquele que sabe avaliar ensinando e ensinar avaliando;
- O bom professor é aquele que tem consciência do ato de ensinar;
- O educador do futuro é aquele que se preocupa em dar sentido aos conteúdos escolares, aproximando-os da realidade vivida pelos alunos;
- O bom professor não é somente aquele que disponibiliza uma grande gama de conteúdos aos alunos, mas o que sabe viabilizar a capacidade de associação de ideias dos estudantes;
- O educador do futuro é aquele que facilita a busca e seleção de informações;
- O bom professor é aquele que orienta o processo da passagem da informação para o conhecimento;
- O educador do futuro é aquele que auxilia na contextualização do conhecimento com a realidade vivenciada pelos estudantes;
- O bom professor é aquele que propicia o desenvolvimento da capacidade de aplicação consequente dos conhecimentos;
- O educador do futuro é aquele que procura conhecer a realidade pessoal e social dos alunos;
- O bom professor é aquele que procura inserir a realidade dos acontecimentos na estruturação dos conteúdos de suas disciplinas;
- O educador do futuro é aquele que sabe utilizar-se dos meios e instrumentos de comunicação, conectando o cotidiano com os diferentes contextos educacionais;
- O bom professor é aquele que sabe que a educação é a chave para a transformação da sociedade e para a melhoria da qualidade de vidadas populações;
- O educador do futuro é aquele que sabe respeitar o jeito de ser, o ritmo e o conhecimento dos seus alunos;
- O bom professor é aquele que sabe reconhecer na educação o melhor meio para a conquista da cidadania;
- O educador do futuro é aquele que sabe trabalhar com alunos que manifestam maiores aptidões em uma disciplina do que em outra;
- O bom professor é aquele que sabe identificar e contornar os principais fatores que dificultam a aprendizagem;
- O educador do futuro é aquele que sabe ensinar, sim, mas que prefere trabalhar com o aluno e fazê-lo trabalhar e produzir (ensino com investigação);
- O bom professor é aquele que sabe contribuir na elaboração de projeto político-pedagógico para a sua unidade escolar e desenvolve assuas atividades a partir dele;
- O educador do futuro é aquele que sabe apontar os problemas de aprendizagem dos alunos, mas que também sabe identificar os problemas de “ensinagem” da escola e do professor;
- O bom professor é aquele que também sabe valorizar o que o aluno sabe e não principalmente o que não sabe;
- O educador do futuro é aquele que busca permanentemente o próprio aperfeiçoamento;
- O bom professor é aquele que percebe que os tempos mudam e que necessita neles mudar;
- O educador do futuro é aquele que sabe que, sendo bom educador, pode constituir, juntamente com a família, um dos principais pontos de equilíbrio do nível comportamental e da delinquência escolar e social;
- O bom professor é aquele que apresenta aos alunos mais dúvidas do que soluções;
- Enfim, o bom professor e o educador do futuro primam pela alegria de educar.”
(Both, 2001, p. 209-210)


“Por vez, “ajudar alguém a enxergar mais claramente o que está tentando fazer” revela a função de ser professor, de contribuir para que o aluno consiga ajudar a si próprio na aprendizagem, sendo corresponsável pelo desvelamento do desconhecido e pela visualização mais clara do que já é conhecido.”


Programa de avaliação institucional
Questões de inspiração:
- Serve à identificação do nível de desempenho do ensino, da pesquisa, da extensão, dos serviços administrativos e do estado das condições da estrutura física.
- Leva à tomada de consciência, de forma crítica e questionadora, quanto à relevância do fazer e do pensar institucional.
- Constitui questão a ser enfrentada medo, receios, desconfianças e sim com otimismo.
- Não constitui questão premiativa nem punitiva, mas também significa neutralidade.
- Deve ser um programa credível, exequível e consequente.
- É um processo indispensável à vida institucional de ensino.
- Não se trata de corporativismo nem de ocultação da mediocridade.
- Sugere autonomia; autonomia pressupõe qualidade; qualidade é condição institucional de ensino.
- É um processo social e público.
- É um processo político de orientação para a tomada de decisão pedagógica, científica e tecnológica.
- Constitui-se em um processo com dimensão de autoavaliação,

Objetivos da avaliação institucional:
- Conclamar as comunidades docente, discente, técnica e administrativa, bem como a sociedade e para uma permanente reflexão, autocrítica e participação no desenvolvimento institucional e social.
- Dignificar as funções docente, técnica e administrativa.
- Despertar nos professores e nos alunos uma conscientização acerca dos fatores determinantes para a qualidade e o sucesso do ensino, da pesquisa e da extensão.
- Levar o pessoal técnico e administrativo a perceber a responsabilidade que lhe cabe em propiciar condições para o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão.
- Promover atitude responsável dos alunos no desenvolvimento do ensino e da aprendizagem.
- Proporcionar aos professores elementos que lhes facilitem o reajuste de conteúdos e métodos de ensino.
- Incentivar a comunidade educacional para uma permanente reflexão e autocrítica em sua participação na instituição.
- Apontar o nível de qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
- Elencar os principais agentes de promoção e entrave do desenvolvimento institucional.

Perspectivas de uma avaliação institucional
- Hoje não mais se discute se a avaliação institucional deve ser ou não realizada; sua implementação é condição sine qua non para o desenvolvimento institucional.
- Discutem-se, hoje, filosofia, objetivos, metodologia e abrangência da avaliação institucional
- Está fora de cogitação fugir à avaliação, mas deve-se encará-la com competência, seriedade, rigor e paciência.
- A avaliação é urna questão simples e singular, mas plural e diversa.
- A realidade que se pretende avaliar é dinâmica, contraditória e multifacetada.

Caracterização da avaliação institucional:
- Comparação entre aquilo que existe e o necessário.
- Medição da distância entre o sonho e a realidade.
- Ajuda a enxergar mais e melhor aquilo que se gostaria de enxergar e perceber.
- Processo contínuo de aperfeiçoamento do desempenho discente.
- Ferramenta para o planejamento e a gestão educacional.
- Processo sistemático de prestação de contas à sociedade.
- Agente dignificador das funções docente, técnica e administrativa.

Definição da instituição em que é realizada a avaliação:
- Ambiente em que ocorre a síntese de todas as relações.
- Ambiente em que a verdade jamais é definitiva.
- Ambiente em que a lógica é a da verdade, e não a do mercado de trabalho.
- Instituição que se firma pelo exercício solidário do ensino, da pesquisa e da extensão.
- Não sobrevive isolada, mas em parceria com órgãos públicos, privados e sociedade.

Qualidade institucional:
- A instituição tende a ter qualidade quando seus recursos de boa qualidade.
- Qualidade é questão de sobrevivência.
- A qualidade não é gratuita, mas custa menos que a não qualidade.
- Qualidade é a transformação da potência em ato.
- Qualidade razoável não basta, é preciso ser plena.
- Não qualidade é perda de tempo, dinheiro, esperança e paciência.
- Qualidade deve haver não só no processo, mas também no produto final.”


“Nesta seção, a competência, a capacidade e a habilidade, às quais é acrescida a convivência, são apresentadas sob nova ótica e função, diversas das que vêm sendo concebidas sobre elas nos níveis educacional, social e profissional, no meio acadêmico e fora dele. Vejamos como se caracterizam (Both, Avaliação-ensino, 2000a);
- Competência — Sugere domínio de conhecimentos.
- Capacidade — Requer saber o que fazer, como aplicar e relacionar conhecimentos.
- Habilidade — Pressupõe saber relacionar os conhecimentos, bem como dar-lhes aplicabilidade de forma criativa e criadora.
- Convivência — Implica sentir-se valorizado como pessoa competente, capaz e hábil, fazendo refletir o bem-estar na convivência social. (...)
Podemos entender a avaliação de desempenho de um piloto com as seguintes características:
- Competência — que o piloto demonstre ter a competência suficiente para alçar voo;
- Capacidade — que o piloto demonstre ter a capacidade necessária para assegurar a permanência do avião no ar;
- Habilidade — que o piloto demonstre ter a habilidade criativa necessária para garantir um voo seguro;
- Convivência — que o piloto saiba propiciar bem-estar aos passageiros ao alçar voo, ao manter o avião no ar, ao garantir um voo seguro e ao aterrissar sem percalços.
Agora, substitua o piloto pelo aluno. Se respeitarmos os objetivos e as características de cada nível escolar, perceberemos que o papel da avaliação no contexto do desempenho do aluno no processo de ensino-aprendizagem assume a seguinte forma:
- Competência — que o aluno demonstre ter a competência em promover, dominar e apreender conhecimentos;
- Capacidade — que o aluno demonstre ter capacidade para interpretar e relacionar conhecimentos;
- Habilidade — que o aluno demonstre ter a habilidade criativa para saber aplicar conhecimentos;
- Convivência — que o aluno saiba “ser com os outros” a partir dos conhecimentos que domina, interpreta, relaciona e aplica; que o aluno saiba valorizar o passado, comprometer-se com o presente e vislumbrar o futuro; que o aluno saiba perceber mais e melhor aquilo que está procurando perceber; que o aluno procure sempre melhor conhecer a si mesmo; que o aluno saiba identificar, desenvolver e utilizar suas potencialidades; que o aluno saiba e queira livremente determinar-se; que o aluno se disponha a avaliar, a autoavaliar-se e a ser avaliado.
Observe que as funções de competência, capacidade e habilidade desembocam na convivência, na forma de manifestações positivas explícitas de desempenho por parte do educando. Convivência, no caso, representa o destino final dos benefícios advindos das demais funções.”


“A avaliação é um dos aspectos principais do processo de aprendizagem. Na verdade, avaliação e ensino se equivalem quando, em um processo interativo, dão realidade à aprendizagem.
Por si só isso pode constituir argumento suficiente para a formalização de estímulo a ser direcionado a favor da ação avaliativa como elemento que permita aos gestores, aos professores e aos estudantes perceber o quanto foi apre(e)ndido, como essa aprendizagem ocorreu e qual é o hiato existente, porventura, entre o ensinar, o apre(e)nder bem e o avaliar com pertinência,
Existe uma consciência coletiva no meio educacional de que vale a pena velar pela qualidade da aprendizagem, quando os professores sabem ensinar e avaliar e os alunos conhecem os caminhos do apre(e)nder.
É importante entender que o foco principal da avaliação não é aprovar ou reprovar alunos, mas fazer com que, a partir dela, eles consigam perceber o quanto e em que condições dominam, relacionam e aplicam os conteúdos e os conhecimentos inerentes às temáticas e aos diversos conteúdos que compõem as disciplinas dos respectivos cursos. Assim, não é o professor o único responsável pela aprovação ou pela reprovação de seus alunos; são os estudantes que decidem em que medida querem envolver-se com a aprendizagem.
Podemos afirmar, por fim, que a aprendizagem alcançada pelos estudantes em maior ou menor escala também tem a ver, e às vezes em grande escala, com o nível de comprometimento profissional e com a capacidade do professor em auxiliar o alunado a aprender.
Priorizar a aprovação como resultado de uma excelente aprendizagem deve sempre constituir meta primeira do professor, mas a reprovação também deve estar no plano docente, quando alunos a desejarem e fizerem por merecê-la.”


“Dominar conceitos e instrumentos de avaliação é importante no contexto educacional informal e formal, mas isso não basta, pois se considerados somente em si mesmos, constituem elementos estáticos, sem vida. No entanto, quando colocados em prática de forma criativa, facultam ao aprendiz mudanças de comportamento e de visão de mundo, além da percepção diversificada das oportunidades de aprendizagem que o circundam.
O educador deve utilizar-se dos elementos dinâmicos da avaliação, colocando-os criativamente a serviço da aprendizagem do aluno. Porém, deve fazer isso segundo seu entendimento acerca da avaliação e de acordo com sua capacidade inovadora em avaliar.
Dessa forma, não basta que o professor domine concepções de avaliação julgadas como pertinentes; é preciso saber aplicar a contento os elementos pedagógicos que as integram.”


“A avaliação compreende, paralelamente ao ato de ensinar, a definição de uma metodologia que favoreça a aprendizagem e de um processo que permita identificar o real nível de desempenho do aluno, bem como apontar caminhos múltiplos que o levem a aprender.
Portanto, os processos de avaliação e de aprendizagem se encontram num mesmo ponto: aquele em que a educação se formaliza como fator insubstituível na geração de possibilidades de concretização de bem-estar ao alcance de todo ser humano, de melhoria de qualidade de vida, de desenvolvimento social e de respeito à vida.”

Um comentário:

Doney disse...

Por questões de espaço, achei por bem não inserir os quadros das páginas 87-93, mas fica aqui o destaque.