quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Super Crentes: O evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade – Paulo Romeiro

Editora: Mundo Cristão
ISBN: 978-85-8567-090-0
Opinião: ★★☆☆☆
Páginas: 108

“Não há dúvida de que o movimento da fé tem em Benny Hinn, pastor do Centro Cristão de Orlando, na Flórida, um de seus nomes mais famosos. Seu livro, Bom Dia, Espírito Santo, é um dos mais vendidos hoje na América do Norte.”
A revista Christianity Today (Cristianismo Hoje), publicada nos Estados Unidos, afirma que em 1992 Benny Hinn disse, num programa de TV, que o Espírito Santo lhe ensinava, naquele momento, que Deus havia originalmente planejado que as mulheres dessem à luz pelos lados. Quando pressionado sobre tal ensino, Hinn admitiu que o havia tirado da Dake's Annotated Reference Bible (“Bíblia de Referência Anotada de Dake”, edição de 1963). Hinn ainda continua falando sobre o “corpo” do Espírito Santo, ensino este mencionado em Bom Dia, Espírito Santo. (...)
O boletim The Berean Call (O Chamado dos Bereanos), de Oregon, em setembro de 1992, publicou os seguintes comentários de Hinn a respeito de Adão e Eva:
Adão era um ser sobre-humano quando Deus o criou. Não sei se as pessoas chegam a saber disso, mas ele foi o primeiro super-homem que já existiu. Adão não só voava [como os pássaros], mas também voava para o espaço (...) com um pensamento ele estaria na Lua (...) podia nadar [debaixo d'água] sem perder o fôlego, e sua esposa fazia o mesmo (...) Ambos eram sobre-humanos.19
Em 1992, o jornal Mensageiro da Paz publicou uma nota sobre Benny Hinn:
O livro Bom Dia, Espírito Santo, de Benny Hinn, está causando celeuma nos Estados Unidos. Ele passa a ideia de que existem nove deuses na Trindade. O autor se justifica afirmando que não soube explicar bem o que queria dizer.20
19. Jornal The Berean Call, September 1992, citando a Trinity Broadcasting Network, 12.26.91.
20. Jornal Mensageiro da Paz, Casa Publicadora das Assembléias de Deus, seção Pelo Pax, setembro de 1992, p. 18.


“Uma das afirmações mais contundentes desta corrente é que o cristão deve ser próspero financeiramente e sempre ser livre de qualquer enfermidade. Quando isto não acontece, é porque ele deve estar vivendo em pecado ou porque não tem fé. Vejamos se tal posição tem apoio na Bíblia. (...)
Perseguido tenazmente por Saul, que procurava por todos os meios assassiná-lo, Davi foi procurar refúgio junto a Aquis, rei de Gate (1 Samuel 27:2). Em meio ao seu desespero, tornou-se extremamente negativo: “Disse, porém, Davi consigo mesmo: Pode ser que algum dia venha eu a perecer nas mãos de Saul” (1 Samuel 27:1). Apesar de sua atitude negativa, Davi não pereceu e nem poderia perecer pela mão de Saul. Deus o havia escolhido, através de Samuel, para ser rei de Israel. Se ele morresse, a palavra de Deus não se cumpriria. (...)
Não podemos deixar de mencionar o encontro que Jesus teve com o pai de um jovem que possuía um espírito mudo. Depois de lhe ouvir a súplica para que curasse seu filho, Jesus disse-lhe: “Se podes! tudo é possível ao que crê”. Ao que respondeu com lágrimas o pai do menino: “Eu creio, ajuda-me na minha falta de fé” (Marcos 9:17-27).
Novamente temos, nesta narrativa de Marcos, duas confissões: uma positiva e outra negativa. Primeiro, o pai do rapaz diz que crê, mas logo depois admite sua dificuldade em crer e roga a ajuda do Senhor. O Senhor Jesus de maneira alguma o rejeitou e nem deixou de atendê-lo por causa de sua confissão negativa, antes, operou um grande milagre, libertando totalmente o rapaz para a alegria daquele pai.
O apóstolo Paulo nem sempre pensava positivamente. Chegou a afirmar, certa vez, que era o principal dos pecadores (1 Timóteo 1:15). Há vários outros exemplos na Bíblia que demonstram que a operação de Deus não depende dos méritos de seus filhos. Se Deus fosse depender de nossas fórmulas corretas e palavras precisas para operar, ele não operaria mais.”


“A Palavra de Deus jamais tratou os pobres com desdém, como se fossem amaldiçoados. Ao contrário, a preocupação de Deus para com o pobre é clara em toda a Escritura: “Pois nunca deixará de haver pobres na terra: por isso eu te ordeno: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na terra” (Deuteronômio 15:11). Isso foi endossado pelo Senhor Jesus, ao afirmar: “Porque os pobres sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem” (Marcos 14:7); e por Paulo também: “Ou menosprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto certamente não vos louvo” (1 Coríntios 11:22). “Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer” (Gálatas 2:10).
Quando Jesus foi apresentado no templo, seus pais levaram ao sacerdote a oferta do pobre: “e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida lei: Um par de rolas ou dois pombinhos” (Lucas 2:24, de acordo com Levítico 12:8). A situação financeira de José e Maria não indica, de modo nenhum, que estivessem sob algum tipo de maldição.
Certa vez, perguntado se era lícito pagar tributo a César, Jesus respondeu: “Por que me experimentais? Trazei-me um denário, para que eu o veja” (Marcos 12:14-16). Foi necessário que alguém lhe trouxesse uma moeda para que Jesus pudesse vê-la, o que indica que o Mestre não tinha consigo uma moeda. Ele mesmo afirmou numa outra ocasião não ter onde reclinar a cabeça (Lucas 9:58).
Kenneth Hagin acrescenta:
Muitos crentes confundem humildade com pobreza. Um pregador certa vez me disse que fulano possuía humildade, porque andava num carro muito velho. Repliquei: “Isso não é ser humilde — isto é ser ignorante”. A ideia que o pregador tinha de humildade era a de dirigir um carro velho. Um outro observou: “Sabe, Jesus e os discípulos nunca andaram num Cadillac”. Não havia Cadillac naquela época. Mas Jesus andou num jumento. Era o “Cadillac” da época — o melhor meio de transporte existente.32
Concordo com Hagin que humildade e pobreza não são a mesma coisa. Entretanto, ele se esqueceu de que a carruagem, e não o jumento, era o “Cadillac” da época. Além disso, ele se esqueceu também de que o jumento fora emprestado. Tal fato não prova, de maneira alguma, que Jesus vivesse uma vida de luxo.
Outro incidente de extrema importância para nossa análise encontra-se no livro de Atos. Quando Pedro e João chegaram à porta do templo, chamada Formosa, um coxo pediu-lhes uma esmola. Pedro disse ao paralítico: “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” (Atos 3:1-8), e o homem foi curado. Naturalmente Pedro e João não estavam debaixo de qualquer maldição, em pecado ou sem fé, só porque não tinham prata nem ouro. Eles tinham algo melhor, a graça e o poder de Deus.
Jesus mesmo nos exortou a buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas nos seriam acrescentadas (Mateus 6:33). Parte do Sermão do Monte tratou exatamente disto: da ansiedade, da preocupação exagerada pela sobrevivência e pelos cuidados materiais. Jesus ensinou que não nos desesperássemos, mas que colocássemos nossa confiança em Deus. Se ele sabe cuidar dos pássaros e dos lírios do campo, cuidará melhor ainda de nós, seus filhos, feitos a sua imagem e semelhança. Há muitas outras passagens da Bíblia que poderiam ser citadas aqui no tocante ao assunto.”
32. Kenneth E. Hagin, A Autoridade do Crente, p. 48.


“Dentro da confissão positiva há aqueles que também se deixaram enganar pela serpente e hoje estão proclamando a deidade do homem. Vejamos alguns exemplos:
Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi. Cada homem que nasceu de Deus é uma encarnação e o cristianismo é um milagre. O crente é uma encarnação tanto quanto o foi Jesus de Nazaré (Kenneth Hagin, Word of Faith, dezembro, 1980, p. 14).
Fisicamente, nascemos de pais humanos e participamos da sua natureza. Espiritualmente, nascemos de Deus e participamos da Sua natureza (Kenneth Hagin, Como Ser Dirigido Pelo Espírito de Deus, p. 96).
Até que compreendamos que somos pequenos deuses e comecemos a agir como pequenos deuses, não podemos manifestar o reino de Deus (Earl Paulk, Satan Unmasked, 1984, p. 97).
Você não tem um deus dentro de você. Você É um deus (Kenneth Copeland, fita cassete The Force of Love, BBC-56).
Cachorros geram cachorros, gatos geram gatos e Deus gera deuses (K. Copeland, no programa Praise The Lord, Trinity Broadcasting Network. Fita nos arquivos do ICP).”


“Há muitas outras declarações de Kenneth Hagin que são realmente preocupantes e algumas soam até como blasfêmias. As seguintes foram extraídas de um de seus livros mais recentes, Zoe: A Própria Vida de Deus:
Esta vida eterna que Ele veio nos dar é a natureza de Deus (p. 9).
Na realidade, eis o que é a vida eterna: Deus comunicando toda a sua natureza, substância e ser aos nossos espíritos (p. 10)
Já sabemos, portanto, que o homem é espírito. Sendo espírito, encontra-se na mesma categoria de Deus, porque Deus é espírito (p. 15).
Louvado seja Deus! Isto me foi concedido, porque tenho a vida e a natureza de Deus (p. 29)
O Senhor fez o homem como o Seu substituto aqui na terra... O homem era Senhor... Vivia em termos de igualdade com o Criador (pp. 50, 51).
Muitos membros do Evangelho Pleno não sabem, por exemplo, que o novo nascimento é a real participação na natureza divina. Não sabem ainda que são filhos e filhas de Deus tanto quanto o próprio
Jesus (p. 55). Jesus foi primeiramente divino e depois humano. E, na carne, Ele foi um ser divino-humano. Quanto a mim, fui primeiramente humano como você, mas eu nasci de Deus. E, desta maneira, tornei-me num ser humano-divino! (p. 55).
Eis quem somos: somos Cristo! (p. 57).
Se bem atentarmos, verificaremos que Adão era o deus deste mundo (p. 64).
Se eu permanecer em Deus e junto dEle, meus direitos estarão plenamente assegurados. Ninguém poderá oferecer-me nada melhor. Nem o próprio Senhor Jesus tem uma posição melhor diante de Deus do que você e eu temos (p. 79).38
Observe a última declaração acima. Creio que Hagin foi longe demais. Como pode Jesus ser o nosso mediador (1 Timóteo 2:5) se ele mesmo não tem uma posição melhor diante de Deus do que você e eu? Ao contrário do que diz Hagin, a Bíblia afirma que Jesus, “depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas” (Hebreus 1:3). Veja ainda Filipenses 2:9-11.”


“Vale a pena lembrar uma boa regra de interpretação: “Não dizer com firmeza o que a Bíblia não diz com clareza”.”


“Heresia é tomar qualquer verdade da Bíblia fora de seu contexto e enfatizá-la tanto ao ponto de negligenciar outras.”


“São muito esclarecedoras as palavras do Rev. Ove Lackell, que se formou no Rhema Bible Training Center (escola de Kenneth Hagin nos Estados Unidos) e que hoje é um missionário evangélico no Brasil:
Cheguei a Rhema como um novo convertido e os ensinos que recebi pareciam bons e estimulantes. Porém, depois de me formar e de pastorear minha primeira igreja, percebi mais e mais que havia uma ênfase muito forte em apenas alguns textos da Bíblia. Creio hoje, onze anos depois de minha formatura, que a escola Rhema ensina heresia. Heresia é tomar qualquer verdade da Bíblia fora de seu contexto e enfatizá-la tanto ao ponto de negligenciar outras.
O ensino da Rhema é desequilibrado e está com suas prioridades erradas. Há pouca ênfase sobre ganhar almas e ajudar os necessitados do mundo. Nos dois anos que passei ali, nunca vi uma oferta ser levantada para os perdidos e famintos do mundo, mas, sim, para manter o projeto de construção em andamento.
A soberania de Deus é deixada de lado. A maior parte do ensino é direcionada a “como desenvolver sua fé” a fim de que você possa receber sua herança de Deus. “Você tem direitos legais como um filho de Deus; reclame esses direitos.”
Grande parte do ensino é sobre direitos e muita culpa está envolvida nisso. Se uma pessoa não tiver fé suficiente ela não receberá. Precisamos de fé e confiança em Deus. Mas o que mais agrada a Deus é quando descansamos nos braços de um Pai amoroso, e não quando confessamos as Escrituras com base no “você pode fazer isto acontecer”. Creio que o movimento da fé exalta mais o homem do que o Senhor Jesus Cristo, construindo mais o reino de homens do que o reino de Deus. Há um espírito de orgulho do “que eu posso fazer em nome de Jesus”.
O aspecto do sofrimento é deixado de lado. “Jesus sofreu por nós, assim não precisamos sofrer mais.” Mas Jesus disse a respeito de Paulo: “pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (Atos 9:16). E deixado de lado, também, que o sofrimento pode ter um propósito no plano de Deus. Naturalmente, não é o sofrimento em si que tem valor, mas, sim, como reagimos em relação a ele.
A Palavra da Fé começou bem, mas acabou abandonando as fronteiras do verdadeiro cristianismo, glorificando mais aos homens do que a Deus. Minha oração é que eles voltem ao equilíbrio da Palavra de Deus a fim de alcançar as almas neste mundo perdido antes que o Senhor Jesus Cristo retorne.”

O Evangelho da Nova Era: Uma análise e refutação bíblica da chamada Teologia da Prosperidade – Ricardo Gondim

Editora: Abba Press
Opinião: ★★☆☆☆
Páginas: 190
  
“A mentira, quanto mais parecida com a verdade, mais se torna perigosa.”


“Quando a igreja do primeiro século viu-se às voltas com inúmeras heresias que minavam o futuro do próprio cristianismo, Irineu disse, na sua defesa da fé contra o gnosticismo, que o erro nunca vem com todas as suas deformidades, pelo contrário, parece até mais “verdadeiro que a própria verdade”(McConnell, D. R. – A Different Gospel – Hendrickson Publishers Massachusetts – USA – 1990.). A tremenda força das heresias reside no fato de que elas parecem e soam como verdadeiras.
Entretanto, quando o vértice de um ângulo se distancia do ponto de partida, mais visível torna-se a divergência.”


“A Teologia da Prosperidade sustenta uma doutrina bizarra que nenhum filho de Deus pode em qualquer circunstância, adoecer e que isso demonstra falta de fé ou dar lugar ao diabo em sua vida. Hagin sustenta que há mais de quarenta e cinco anos nunca adoeceu nem com dor-de-cabeça. Ele prega que tanto ele como todos os membros de sua família gozam saúde perfeita.
Para os seguidores desta heresia, morrer com menos de setenta anos é uma prova de incredulidade, imaturidade espiritual, ou pecado.
Toda heresia é uma verdade bíblica levada a seu extremo. Quando Hagin insiste em afirmar que todo o cristão deve ter uma saúde perfeita, ele está absolutizando uma verdade, que não pode ser extremada.”


“Deus sustenta uma ordem que ferida, trás miséria. Seu universo subsiste com leis que obedecidas geram felicidade, quebradas produzem sofrimento e dor.”


“O que muitos do mundo exotérico chamam de poder mental, há crentes chamando de fé. Na Teologia da Prosperidade fé não é depender totalmente no caráter de Deus, mas “chamar realidades à existência”. Fé não é depositada em Deus, mas em um poder dirigido a Deus que o força a fazer o que se deseja que ele faça.
Finalmente, acredita-se que Deus está obrigado aos homens. Já que a humanidade não encontra semelhantes no universo, desenvolve uma espécie de narcisismo existencial. Acreditam, os defensores da Teologia da Prosperidade que Deus está preso às suas promessas e que Ele não tem escolha senão fazer o que prometeu.
Numa atitude arrogante o homem é deificado, Deus humanizado, e aprende-se que ao estalar dos dedos Ele corre para nos atender. A Teologia da Prosperidade insiste que podemos ir buscar nossos direitos para com Deus.
Hagin tem um capítulo em seu livro “O Extraordinário Crescimento da Fé”, em que ele ensina: “Como Preencher Seu Próprio Cheque com Deus”. O desastroso resultado dessa doutrina é que muitos buscam as igrejas sem quererem conhecer a Deus, mas um deus cujo poder eles possam usar para seus próprios fins. Desenvolve-se um Cristianismo com uma caricatura grotesca do Senhor parecido com a lenda do gênio da lâmpada que existe para atender seu amo. (...)
Há um egoísmo tão grotesco na Teologia da Prosperidade, que as pessoas passam a se achar tão especiais que se as coisas não ocorrem como gostariam, ficam deprimidas. Os cristãos aprendem muito sobre os seus direitos e pouco sobre a graça.”


“A oração de Ignácio de Loyola cabe aqui, como lembrança de como devemos nos posicionar diante de Deus:
“Ensina-nos, bom Senhor, a servir-te como tu mereces, a dar sem contar o custo, a lutar e não veras feridas, a trabalhar sem buscar descanso, a esforçar-nos e não querer prêmio a não ser o de fazermos tua vontade”.


“O modo escriturístico de ver as coisas é colocar o Senhor sempre diante de nós, é por Cristo no centro de nossa visão, e se Satanás estiver rondando e espionando, só aparecerá na margem e será visto apenas como uma sombra na orla do resplendor. É sempre errado inverter isto – por Satanás no centro focal da nossa visão e empurrar Deus para a margem. Nada senão tragédia pode advir de tal inversão.
O melhor meio de manter o inimigo fora é manter Cristo dentro. As ovelhas não precisam ser aterrorizadas pelo lobo; basta que fiquem perto do pastor. Não é a ovelha em oração que Satanás teme, mas a presença do pastor.”