sábado, 3 de fevereiro de 2018

Como tomar posse da Bênção – R. R. Soares

Editora: Graça
ISBN: 978-85-7343-866-6
Opinião: ★☆☆☆☆
Páginas: 104 
 
“Vamos aprender o que realmente significa crer em Deus. Como enfrentar as situações e sair vencedor.
Como ter, usar e desfrutar tudo o que Cristo comprou para nós.”


MEUS OLHOS FORAM ABERTOS
Um dia, li o livro “O Nome de Jesus” de Kenneth E. Hagin.
Acabei de lê-lo no dia 2 de dezembro de 1984 e, de lá para cá, nunca mais tomei um comprimido sequer, com exceção de um antiácido que tomei 15 dias após, numa madrugada, por causa de uma indisposição estomacal — pois ainda não entendia plenamente esta mensagem da fé real.


A GRANDE REVELAÇÃO
E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Jo 14.13  
Aqui está a grande revelação. Esta palavra pedirdes está mal traduzida. Deveria ter sido traduzida por determinardes.
O verbo traduzido da língua grega por pedir tem o sentido de determinar, exigir, mandar.
Em outras palavras, não precisamos pedir ao Senhor a bênção, e sim, exigir que ela se manifeste em nossa vida.
Aqui reside praticamente metade do segredo do sucesso na vida espiritual.
Exigir a bênção que, segundo a Palavra, já é nossa, é simplesmente concordar com o Senhor e não deixar o diabo ficar com aquilo que nos pertence.
Ao exigirmos o cumprimento de tudo o que legalmente nos pertence, estamos agindo estritamente dentro da vontade do Senhor, expressa nas Escrituras.
Certamente não podemos exigir que Deus faça algo por nós.
Mas exigir a bênção não é dar ordens ao Senhor.
É obedecer-Lhe.
É começar a assumir a posição de filho de Deus.”


“O cristão não precisa ficar orando, suplicando ao Senhor que o cure ou lhe dê sucesso, prosperidade ou vitória sobre as tentações.
Tudo o que tem a fazer é exigir que o mal saia da sua vida, determinando assim a bênção.
Quando digo que não precisamos pedir a cura, etc., eu não estou me colocando contra as orações. Na verdade, creio sinceramente que, quanto mais orarmos, melhor viveremos.
Mas, orar pedindo a cura é desnecessário, pois ela já nos foi concedida.  
Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude. (2Pe 1.3)
Como alguém pode pedir ao Senhor que lhe conceda algo, se o próprio Deus afirma na Sua Palavra que tudo o que nos diz respeito à vida já nos foi dado?
Orar pedindo que Deus o cure é tão desnecessário e ilógico como é para qualquer filho, na hora da refeição, em casa, assentado à mesa, ficar pedindo ao pai um pouco do alimento que ali foi colocado para todos se servirem.
É a mesma coisa.
O Senhor declara nas palavras de Pedro que tudo o que nos diz respeito à vida nos foi dado — já foi.”


“Quando você ora pedindo ao Senhor que o cure, é como se você estivesse dizendo que não crê que Ele estava falando a verdade quando fez esta declaração na Sua Palavra.”


“O salmista Davi disse que esperou pacientemente no Senhor. Ele viveu antes do Calvário. Até então, ninguém havia nascido de novo.
Davi era servo do Senhor e não filho. Como servo, Ele não possuía os direitos que nós, os filhos, possuímos.
Hoje tudo é passado. Não temos que esperar até Deus ouvir o nosso clamor. Ele já ouviu e já veio nos acudir.
Jesus era Deus que se manifestou em carne para destruir as obras do diabo.
Ninguém precisa esperar pacientemente no Senhor. Ao contrário, devemos agir com ousadia na Sua presença, que é uma forma de agradecer-Lhe pelo que fez por nós.  
No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele. (Ef 3.12)”


“Alguém uma vez me disse: “Mas, Deus não colocou os médicos no mundo?”
Esta pessoa estava querendo justificar a sua incredulidade.
Eu respondi: “É verdade. Ele é tão bom que pensou nos crentes incrédulos”.”


“Você pode passar anos orando, pedindo, jejuando e esperando em Deus, e nada lhe acontecerá.
Você tem que falar ao monte, ao problema, à doença, à miséria, à dor que saiam da sua vida.
Não é o Senhor que vai Se dirigir ao seu problema e exigir que ele saia de você.
É você quem tem que fazer isto.
Deus já fez a parte dEle em relação a nossa libertação total dos problemas.
Agora temos que fazer a nossa parte.
Aqui está o que remove montanhas – a nossa palavra.
Conforme já afirmei, a fé não remove montanhas.
Eu mesmo tenho que confessar que preguei tantas vezes que a fé removia as montanhas.
Houve uma época em que publiquei um folheto afirmando isto.
É que eu havia aprendido a falar assim, tinha ouvido os maiores pregadores do mundo assim se expressarem.
E, desta forma, tenho que pedir publicamente perdão por esta inverdade que ensinava, pois a fé nunca removeu um só grão de areia.
O que remove as montanhas é a nossa palavra.”


“Depois de ter fé em Deus — e só nEle -, devemos nos dirigir ao problema e, com voz de autoridade, ordenar que saia de nossa vida.
Ato contínuo, não podemos permitir que o nosso coração duvide. Em seguida, precisamos crer que todas as nossas declarações serão realizadas.
Por quem?
Certamente será pelo poder de Deus.
A nossa posição como filhos de Deus é altamente privilegiada. Somos nós que fazemos a diferença.
A bênção tão ansiada não depende do Senhor e, sim, de nós.
É diferente, não é?
Antigamente pensávamos que Deus nos curaria se tivéssemos isto que, para muitos, é um mistério — fé.
Às vezes, alguém insinuava que Deus não nos atendia porque talvez tivéssemos pecados não confessados, ou porque talvez não fosse sua vontade nos curar, prosperar, e por aí afora.
O que realmente acontecia era o desconhecimento total de como as coisas espirituais funcionam.
Pode parecer até mesmo inacreditável, mas este é o estado em que vive a maioria dos crentes. Vivem derrotados, doentes, alguns passando necessidades, embora sirvam a Deus com todo o coração.
Como já afirmei, não será por pedir, jejuar, ou receber oração de alguma pessoa consagrada que você receberá a bênção.
É através do entendimento.”

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