Editora: Ciranda
Cultural
ISBN: 978-65-550-0210-2
Tradução: Rafael
Bonaldi
Opinião: ★★★☆☆
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Páginas: 336
Sinopse: Em Ingleside, a
vida é bem agitada, cheia de descobertas dos cinco filhos de Anne. Com um sexto
a caminho, ela não poderia estar mais assoberbada, até que a inconveniente tia
Mary Maria faz uma inoportuna visita. Gilbert está sempre ocupado com o
trabalho e Anne atarefada com os filhos, o que a leva a pensar que o amor do
marido esfriou. Mas Anne está disposta a reacender o amor que existe entre eles
desde a infância.
“– Todos cresceram –
disse Diana, com um suspiro. – Quando olho para o jovem Fred! Todos mudaram...
Só você que não. Você não muda, Anne. Como se mantém tão magra? Olhe para mim!
– Você ganhou ares de matrona – riu Anne. – Todavia conseguiu escapar
das garras da velhice, por ora, Di. Quanto a eu não ter mudado... Bem, a
senhora H. B. Donnell concorda com você. Ela me disse no funeral que não pareço
nem um dia mais velha. Já a senhora Harmon Andrews discorda. Ela disse: “Minha
nossa, Anne, como o tempo passou para você!”. A beleza está nos olhos de quem
vê ou na consciência. O único momento em que sinto que estou ficando velha é
quando vejo as fotos nas revistas, os heróis e as heroínas estão começando a
parecer jovens demais para mim, mas não se preocupe, Di. Amanhã voltaremos a
ser garotas. É o que eu vim lhe dizer. Vamos tirar um fim de tarde para
revisitarmos todos os nossos fantasmas, cada um deles. Passearemos pelos campos
e atravessaremos o velho e frondoso bosque repleto de samambaias. Nada parece
impossível na primavera, sabe? Deixaremos de nos sentir maternais e seremos tão
imprudentes quanto a senhora Lynde ainda acha que sou no fundo do coração dela.
Não é nada divertido ser sensata o tempo inteiro, Diana.”
“Anne
já tinha voltado a ser ela mesma quando a senhorita Cornelia se foi. No
entanto, ela sentou-se pensativamente diante da lareira por algum tempo, não
contara tudo para a senhorita Cornelia e nunca havia contado nada daquilo para
Gilbert. Eram tantas miudezas...
– Tão
miúdas que não posso reclamar delas – pensou Anne. – Ainda assim, são as
miudezas que abrem buracos na trama da vida, como traças, arruinando-a.”
“– Não
precisamos ser econômicos na nossa imaginação, graças a Deus.”
“–
Tenho que ir andando. Creio que uma ninhada de perus vai sair dos ovos ainda
hoje. Gostei muito do nosso papo e gostaria de poder ficar mais. Ser uma viúva
é muito solitário. Um homem pode não ser lá grande coisa, mas faz falta quando
parte.”
“– Diga o que quiser, mas é
melhor aguentar os pesares com a barriga cheia do que vazia.”
“– A
única coisa que eu tinha contra o senhor Dawson eram as orações excessivamente
longas nos funerais. Eram tão exaustivas que as pessoas chegavam a ficar com
inveja do morto.”
“É possível acreditar em
qualquer coisa à noite.”
“– Ah, não acho que ela
esteja muito gorda – disse Anne, caridosamente. – E certamente é uma mulher
muito bonita.
– Mais ou menos. E os traços
do rosto perderam um pouco do viço... Tem a mesma idade que a sua, mas parece
dez anos mais velha.
– E você falando com ela
sobre juventude eterna!
Gilbert mostrou um sorriso
culpado.
– Foi preciso dizer
amabilidades. A civilização não pode existir sem um pouco de hipocrisia.”

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