A conversão de São Paulo

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Qμ∑M SӨmσs пóζ!? - A descoberta das infinitas possibilidades de alterar a realidade diária - William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente

Editora: Prestígio
ISBN: 978-85-7724-805-6
Opinião★★☆☆☆
Páginas: 276

“Como se quisesse prevenir as eras futuras contra a filosofia materialista que dominaria o pensamento ocidental em nome da mecânica newtoniana, sir Isaac escreveu: “O ateísmo é tão insensato e tão odioso à humanidade que nunca teve muitos professores”.”


“Se ciência e espírito buscam a natureza da realidade ilimitada, então em algum momento seus caminhos se cruzam. As escrituras mais antigas que conhecemos, os Vedas, descrevem o mundo físico como ilusão, maya. A física quântica afirma que a realidade não é o que vemos; na melhor das hipóteses, ela é praticamente vazia, ondas de nada insubstancial. Os budistas tibetanos falam de tudo como “origem interdependente”. Na física existe a teoria do emaranhamento, segundo a qual todas as partículas estão conectadas e assim estiveram desde o big bang (onde elas emaranharam-se pela primeira vez). E, mais poético, temos no zen o famoso koan: “Qual é o som de uma das mãos batendo palmas?”. Ele ecoa a pergunta da física: “Como é possível uma partícula estar em dois lugares ao mesmo tempo?”. Profissionais mergulham em suas respectivas disciplinas, mas a história do progresso humano mostra que a evolução ocorre quando áreas progressivamente mais vastas vão sendo integradas.”


“Qual é o som de dois adversários se beijando?”


“Procuro homens que tenham infinita capacidade de não saber o que não pode ser feito.” (Henry Ford)


“O corpo sempre quer se curar.”


“Por trás disso tudo existe uma pergunta zen ‘Qual é o som de uma realidade entrando em colapso?’.”


“Pesquisadores colocaram gatinhos recém-nascidos em um ambiente experimental onde não havia linhas verticais; semanas depois, quando colocados no ambiente “normal”, os gatinhos não eram capazes de ver nenhum objeto com uma dimensão vertical (como as pernas de uma cadeira), e esbarravam nesses objetos.”


“Quando a sílaba “co” vem antes de alguma coisa, ela indica algum tipo de relacionamento. Cooperar significa operar em conjunto. Assim, coincidente significa que os elementos do incidente estão inter-relacionados. É estranho que agora a palavra tenha o significado oposto.”


“Gordie, o marido de Betsy, caminhou três vezes sobre as brasas sem nunca senti-las. Então ele perguntou a seu professor de fisiologia sobre isso. Foi dito a ele que aquilo não tinha realmente acontecido, e que os carvões em brasa não estavam quentes. Era o efeito “Leidenfrost”*. Na quarta caminhada, Gordie começou a se perguntar se era verdade o que o professor tinha afirmado e se as brasas estavam realmente quentes. Ele saiu do canteiro de brasas com queimaduras de terceiro grau.”
* O efeito Leidenfrost é um fenômeno que ocorre quando dois meios a temperaturas muito diferentes interagem. Forma-se entre eles uma camada de vapor que funciona como isolante.


“Hoje em dia parece que todo mundo mente. Os patrões mentem, os repórteres mentem, os políticos mentem, os amantes mentem, os líderes religiosos mentem. Parece aceitável mentir porque ninguém se incomoda muito com isso*. Porém, os verdadeiros magos conhecem as consequências. Um dos votos de um monge budista é nunca mentir. Diz-se que como Jesus nunca mentia, absolutamente jamais mentia, quando ele dizia alguma coisa, o universo era obrigado a apoiá-lo. Assim, quando ele disse: “Ergue-te, pega a tua cama e vai para casa”, isso foi uma lei do universo. “E ele se ergueu e foi para casa.”
* Por exemplo: os líderes dos EUA produziram uma série de mentiras para manipular o país e fazê-los aceitar uma guerra que matou dezenas de milhares de pessoas. No entanto, em geral, os americanos não deram a mínima.


“Calcula-se que o número de conexões possíveis em um cérebro humano ultrapasse o número de átomos do universo inteiro.”


“Bem, vivemos de acordo com as histórias que a ciência cria, e ela nos contou uma história muito sem graça durante os últimos quatrocentos anos. Contou que somos uma espécie de erro genético. Que nossos genes se limitam a nos utilizar basicamente para avançar à próxima geração, e que nossas mutações são aleatórias. Foi dito que estamos fora do universo; estamos sozinhos, somos um caso isolado. Somos essa espécie de erro solitário, em um planeta solitário, em um universo solitário. E isso é a base de nossa visão do mundo. Isso forma nossa visão de nós mesmos e agora estamos percebendo que ela, essa visão de separação, é extremamente destrutiva. É o que cria tudo; todos os problemas do mundo, as guerras, a ideia de que eu preciso mais do que você, a agressividade em tudo, dos negócios à sala de aula. E agora estamos percebendo que esse paradigma está errado, que não estamos sós. Estamos todos juntos. No elemento mais infinitesimal de nosso ser, todos somos um; estamos conectados. Assim, estamos tentando entender e absorver as implicações disso.”

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