A conversão de São Paulo

A conversão de São Paulo
A conversão de São Paulo

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A invenção de Morel – Adolfo Bioy Casares

Editora: Rocco
Tradução: Vera Neves Pedroso
Opinião: ***
Páginas: 124


     “O mundo, com o aperfeiçoamento das polícias, dos documentos, do jornalismo, da radiotelefonia, das alfândegas, torna irreparável qualquer erro da justiça, é um perfeito inferno para os perseguidos.”


      “Já não estou morto: estou apaixonado.”


      “Julguei ter feito a seguinte descoberta: nas nossas atitudes, tem de haver inesperadas, constantes repetições. A ocasião favorável permitiu-me observá-lo. Ser testemunha clandestina de várias entrevistas das mesmas pessoas não é comum. Como no teatro, as cenas se repetem.”


      “(fica enunciada a possibilidade de vários céus; se houvesse apenas um e todos fossem para lá e nos aguardasse um casal encantador e todas as suas quartas-feiras literárias, muitos já teríamos deixado de morrer). Entendia agora por que razão os novelistas falam em fantasmas queixosos. Os mortos continuam entre os vivos. Custa-lhes mudar de costumes, renunciar ao fumo, ao prestígio de violadores de mulheres.”


      “Quando queremos desconfiar, a ocasião nunca falta.”

Um comentário:

Sugestão de Livros disse...

Poucos trechos, mas foram bem legais. Destaco: “Já não estou morto: estou apaixonado.” e
"Como no teatro, as cenas se repetem.”