domingo, 20 de fevereiro de 2011

Aléxandros: O sonho de Olympias – Valerio Massimo Manfredi

Editora: Rocco
ISBN: 978-85-3251-015-0
Opinião: ★★★☆☆
Páginas: 312

         “– O poder e a glória de um rei só se justificam se ele estiver pronto a sacrificar a vida, quando chega a hora.”


         “Temos atrás de nós planícies imensas percorridas por povos nômades, bárbaros e selvagens, e diante de nós as cidades dos gregos que se espelham no mar, que alcançaram os mais altos níveis de excelência nas artes, nas ciências, na poesia, na técnica, na política. Somos como aqueles que sentam diante de uma fogueira numa noite de inverno: o nosso rosto é iluminado e o peito é aquecido pelo fogo, mas atrás de nós só há frio e escuridão.”


“– Teu pai é um rei, meu filho, e os reis não são como os outros homens: precisam casar toda vez que o interesse do povo o requer, uma, duas, três vezes, e repudiar as mulheres pelo mesmo motivo. Devem lutar em guerras intermináveis, tramar, fazer e desfazer alianças, trair amigos e irmãos, se necessário. Achas que há lugar para uma mulher como eu no coração de um homem desses? Mas não precisas ter pena. Continuo sendo uma rainha e a mãe de Alexandre.”


“– Ler as façanhas dos heróis do passado é fundamental na educação de um jovem, assim como assistir à representação das tragédias – continuou o filósofo. – O leitor ou o espectador são levados a admirar as grandes e nobres proezas, a generosidade do comportamento de quem sofreu e deu a vida pela própria comunidade ou pelos próprios ideais ou expiou até o fim os erros seus ou dos antepassados.”


“– Lembra-te disto, Alexandre: eu nunca combato pelo mero prazer de lutar. Para mim, a guerra é apenas política feita por outros meios”.


“A ira de Filipe explodiu principalmente contra os tebanos, pelos quais se sentia traído. Vendeu os prisioneiros como escravos e recusou-se a devolver os mortos para que fossem sepultados. Quem o fez desistir foi Alexandre.
– Pai, tu mesmo disseste que é preciso ser clemente toda vez que isto for possível. – fez-lhe notar depois que sua fúria amainara. – Até Aquiles devolveu o cadáver de Heitor ao velho rei Príamo, que implorava em prantos. Estes homens lutaram como leões e deram a vida pela sua cidade. Merecem respeito. E além do mais, qual vantagem levaria ao atormentar os mortos?”


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