sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A morte de Rimbaud – Leandro Konder

Editora: Companhia das Letras
ISBN: 978-85-7164-982-8
Opinião: ***
Páginas: 160 

     “Perseu precisava de um capacete para perseguir os monstros. Nós, puxando o capacete para baixo, cobrimos os olhos e os ouvidos, para podermos negar a existência dos monstros.” 
(Karl Marx, O capital, prefácio da primeira edição)


     “Meu coração suspeita que há mais do que os meus olhos podem enxergar.” 
(Shakespeare, Tito Andronicus)


     “Eram onze horas da manhã, a fome estava chegando, mas as ofertas do balcão não tinham um aspecto nada animador, sobretudo quando se percebia que a comida seria servida por um rapaz cujas unhas estavam de luto já fazia provavelmente mais de uma semana.”


     “Saint-Ex é, sem dúvida, uma figurinha deletéria: pequeno por dentro e por fora. Como diriam os antigos romanos, “parvus ac pravus”, pequeno e perverso. No entanto, sua perversidade não é profunda; e, por conseguinte, sua periculosidade não chega a ser preocupante. São patéticos os seus esforços no sentido de disfarçar as evidências de que me detesta. Também não gosto dele, mas jamais lhe faria a homenagem de odiá-lo.”


     “Muitas e diferentes mitologias urdiram os histriões; uns pregaram o ascetismo, outros a licenciosidade, todos a confusão.” 
(Jorge Luis Borges, El Aleph, “Los teólogos”)


     “A natureza criou os homens de tal modo que podem desejar qualquer coisa, mas não podem conseguir qualquer coisa.” 
(Maquiavel, La prima deca di Tito)


     “O gosto pela serenidade é fraco nos homens encurralados.” 
(André Malraux, La condition humaine)


     “Tendo sentido o inconveniente da dependência, prometi a mim mesmo que não mais me haveria de expor a ela.” 
(Jean-Jacques Rousseau, Les confessions)

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