sábado, 13 de abril de 2013

Contos completos – Virginia Woolf

Editora: Cosac Naify
ISBN: 978-85-7503-400-2
Opinião: *
Páginas: 472


“A madrugada, mesmo quando há melancolia e faz frio, nunca deixa de me varar pelos membros, como se me atirasse flechas de um gelo penetrante e rútilo. Descerro as grossas cortinas e busco o primeiro brilho do céu, que mostra que a vida está a irromper. Rosto colado na vidraça, gosto de imaginar que me comprimo o quanto posso contra a muralha espessa do tempo, que sempre se alteia e estira para permitir que outros espaços da vida venham de encontro a nós. Que a mim pois seja dado saborear o momento, antes que ele se propague pelo restante do mundo! Que eu saboreie o que existe de mais viçoso e mais novo! De minha janela, olho para o cemitério da Igreja, onde estão enterrados tantos dos meus ancestrais, e em minha oração me compadeço desses pobres mortais que eternamente se debatem nas águas recorrentes de outrora; pois que é nos círculos e redemoinhos perpétuos de um lívido caudal que os vejo. E que assim possamos nós, nós que temos o presente por dádiva, dar-lhe uso e desfrutá-lo: isso é parte, confesso, da minha prece matinal.”


“Minha mãe me diz que a verdade é sempre o que há de melhor.”


“A vida impõe suas leis, a vida barra a passagem; a vida é um tirano.”



“Os livros são em sua maior parte indescritivelmente ruins.”

3 comentários:

Doney disse...

Quanto ao último trecho citado, posso dizer que ao menos este livro não foge a regra ditada pela autora.

Wellington Rodrigues disse...

e o que vc achou ruim nele?

Doney disse...

O início, o meio e o fim.