segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

A menina que roubava livros - Markus Zusak

Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-9807-837-3
Opinião★★★★☆
Páginas: 494

“Os empobrecidos sempre tentam continuar andando, como se a relocação ajudasse. Desconhecem a realidade de que uma nova versão do mesmo velho problema estará à sua espera no fim da viagem – aquele parente que a gente evita beijar.”


         “Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com uma aparente felicidade.”


“Mas, afinal, será que é covardia reconhecer o medo?”


         “Uma oportunidade conduz diretamente à outra, assim como o risco leva a mais risco, a vida, a mais vida, e a morte, a mais morte...”


“Que grande maldade havia em se deixar uma coisa viva!”


         “A morte não espera por ninguém – e, quando espera, em geral não é por muito tempo.”


         “Muito bem que eles compartilhassem o pão e a música, mas, para Liesel, era bom saber que Hans também era mais do que competente em sua ocupação. A competência era atraente.”


         “Não, pensou Liesel, enquanto andava. É o meu coração que está cansado. Um coração de treze anos não devia sentir-se assim.”


         “O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A consequência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e pior. Vejo sua feiura e beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer.”


         “Os seres humanos me assombram.”