A conversão de São Paulo

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

A menina que roubava livros - Markus Zusak

Editora: Intrínseca
ISBN: 8598078174
Opinião: ****
Páginas: 494

     “Os empobrecidos sempre tentam continuar andando, como se a relocação ajudasse. Desconhecem a realidade de que uma nova versão do mesmo velho problema estará à sua espera no fim da viagem – aquele parente que a gente evita beijar.


     “Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com uma aparente felicidade.


     “Mas, afinal, será que é covardia reconhecer o medo?”


     Uma oportunidade conduz diretamente à outra, assim como o risco leva a mais risco, a vida, a mais vida, e a morte, a mais morte...


     “Que grande maldade havia em se deixar uma coisa viva!”


     “A morte não espera por ninguém – e, quando espera, em geral não é por muito tempo.


     “Muito bem que eles compartilhassem o pão e a música, mas, para Liesel, era bom saber que Hans também era mais do que competente em sua ocupação. A competência era atraente.


     “Não, pensou Liesel, enquanto andava. É o meu coração que está cansado. Um coração de treze anos não devia sentir-se assim.


     “O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e pior. Vejo sua feiúra e beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer.


     “Os seres humanos me assombram.

2 comentários:

N* disse...

eu chorei

ezie francis disse...

Conhecer o medo não é covardia é sapiência! Fazer esperar a morte é uma virtude de que nem todo o mundo tem ciência! São coisas lindas as que escreveu e também verdadeiras!
São sentimentos do coração e está tudo dito!
Ezie